Watermelon 🍉
A vida que a sociedade humana leva está longe do ideal: intolerâncias, preconceitos e egoísmo. Talvez 90% dos problemas do mundo possam ser rastreados até uma única variável que, particularmente, considero extremamente irritante: o medo do conhecimento.
Entendo que não deveria me surpreender o fato de seres subjetivos possuírem certa aversão à objetividade do universo. É curioso pensar que foi justamente o mesmo cosmo indiferente que criou algo que vive, em parte, resistindo à sua própria natureza primordial.
Desse modo, o medo move a humanidade em direções loucas — para frente, para trás, para os lados, para cima e para baixo. Raramente para frente. Ainda assim, quando isso acontece, coisas extraordinárias tendem a surgir.
Porém, não sou tão otimista quanto posso parecer. Sou muito, muito pragmático (achou que eu diria “pessimista”, não é? Há! Te peguei.). Sou pragmático porque a humanidade continua sobrevivendo. O mesmo caos que frequentemente impede nosso progresso também tem nos impedido de desaparecer cedo demais. E há uma certa graça nisso: talvez nossa espécie esteja destinada a morrer sem jamais evoluir emocionalmente tanto quanto evoluiu tecnologicamente, seja em milhares ou, improvavelmente, milhões de anos. Talvez nos tornemos mais serenos. Talvez não. Utopias continuam sendo uma aposta difícil.
Ademais, o ponto a que quero chegar é simples: enquanto houver a possibilidade de a entropia fazer seu trabalho, existirão novas possibilidades a serem exploradas. Tudo é possível e tudo é improvável ao mesmo tempo. E tudo bem. Que assim seja.
Por fim, de mim para o mundo: que sejamos os heróis de nossas próprias vidas acima de tudo. Que também sejamos os heróis daqueles que mais precisam. E que, enfim, coloquemos um pouco mais de amor em nossos corações para transformar nosso mundo em um lugar cada vez melhor.